Diário realizado pelo aluno Carlos Rodrigues, nº5
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Querido Diário:
São 6 horas e 40 minutos, o despertador toca. Adio-o 10 minutos, tempo suficiente para me mentalizar de que mais um dia de trabalho está prestes a iniciar-se e, portanto, arranjar coragem para me levantar e enfrentá-lo. Os 10 minutos passaram à velocidade da luz e, de novo, o alarme do despertador!….Ainda é noite escura, mas, desta vez, não há tempo a perder…toca a levantar! Começa a rotina do dia: levanto-me, tomo banho, visto-me, como à pressa uma tigela de cerais com leite e sai-o para apanhar o autocarro das 7horas e 45.
Hoje, comparado com os outros dias, até nem está muito frio. À hora, o autocarro surge na avenida e entro nele, dando de caras com alguns colegas do ano passado que, tal como eu também mudaram de escola e, agora fazemos as viagens juntos. Tenho com eles uma conversa animada que me ajuda a despertar e ao fim de meia hora estou na minha escola - João Gonçalves Zarco, em Matosinhos.
À porta da escola, rapazes e raparigas aguardam o tão indesejado toque para entrar para a primeira aula da manhã. Passo pelo meio deles e dirijo-me ao bloco C, para ter aulas nos laboratórios. Estava ansioso, pois pensei que desta vez ia ter uma aula de laboratório de verdade, isto é, uma daquelas aulas em que se mexe e remexe em objectos desconhecidos, se fazem experiências variadíssimas que nos deixam a todos estupefactos, mas, mais uma vez, isso não aconteceu. A professora, apesar da curiosidade geral, adiou essa matéria para a última aula do período, que por sinal, é para a semana… Assim, esta foi um pouco monótona e apenas realizámos alguns exercícios. Todavia, como vai haver teste na próxima sexta-feira tentei estar o mais atento possível. Entretanto tocou e, em conjunto com os meus colegas saí para o intervalo…Durante este, todos estudámos Filosofia, dado que íamos ter teste nessa tarde, e portanto, estávamos todos nervosos e num grande alvoroço. Seguiu-se a aula de Física e Química. Nesta falou-se dos pontos de ebulição e de fusão, os quais aprendemos tratar-se de uma propriedade física dos materiais. O professor mostrou-nos ainda uma árvore de Natal, que está a construir, com a ajuda de mais professores, apenas com pacotes TetraPack de “iced tea”. Estava realmente fantástica!
Finalmente chegou a hora de almoço. Pensei em descansar um bocado, mas impossível, os colegas desafiaram-me para mais uma pequena sessão de estudo de Filosofia. No entanto não houve grande tempo para a concretizar devido ao apoio, como todas as terças-feiras, de Biologia e Geologia. Neste, resolveram-se mais alguns exercícios e formaram-se os grupos para um trabalho a realizar durante as férias. Saímos apressadamente e com o teste de Filosofia sempre em mente!... Alguns alunos foram directamente para a sala onde o mesmo iria decorrer, enquanto outros se dirigiram ao buffet a fim de ganhar forças, através da comida para terem um melhor desempenho, já que tudo levava a crer que iria ser um teste complicado…
Uma vez na sala, a professora, após a distribuição do enunciado do tão aguardado teste, leu-o e esclareceu algumas dúvidas a nível do da linguagem usada e da interpretação. Apesar disso, alguns alunos continuaram a pedir esclarecimentos, o que, na minha opinião constituiu uma distracção para os restantes, e interrompeu-nos, por vezes, a linha de pensamento. Fiquei lá quase mais meia hora, tentando encontrar as palavras mais apropriadas de modo a passar para o texto a ideia que tinha em mente. Penso que não consegui e escrevi uma resposta um bocado rebuscada… mas lá terminei o teste e saí. Alguns esperavam, um pouco cabisbaixos os que iam saindo, talvez o teste não lhes tenha corrido às mil maravilhas...
O dia de aulas terminou e, como habitualmente, fui apanhar o autocarro para regressar a casa. Na paragem apareceram duas colegas e amigas minhas, a Rita e a Sofia que também iam para Leça. Após um momento de espera, o autocarro chegou e, os três, entre brincadeira e conversa seguimos para a nossa casa depois de um dia repleto de emoções, sobretudo por causa do teste de Filosofia.
Cheguei a casa por volta das 7 horas. A minha mãe esperava-me e o meu pai, segunda ela me disse, tinha ido à aldeia tratar de uns assuntos. Descansei um pouco e pus logo mãos à obra, ou seja, comecei a escrever este texto – inspirando-me na máxima “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, para não me esquecer de nenhum pormenor deste dia tão repleto.
Jantei com a minha mãe, conversei com ela sobre a escola e depois, estivemos os dois ver televisão. Também estive algum tempo no computador a conversar com alguns amigos e por volta das 11 horas fui para a cama.
Antes de adormecer, ainda li algumas páginas do livro que o professor Joaquim Morgado recomendou “O Bom Inverno” de João Tordo.
E assim decorreu mais um dia de trabalho de um aluno.